Os moradores do bairro Vista Alegre,
em Boqueirão do Piauí, 126 km de Teresina, acenderam centenas de velas
nas casas e nas principais ruas do município, em protesto contra a
Eletrobras Piauí. A manifestação inusitada, foi uma forma de chamar
atenção das autoridades para a situação do bairro que já tem 16 anos,
fica no Centro do município e ainda não possui energia elétrica.
Fotos: Ivan Santos/ Campo Maior em Foco

Moradores
como Ana Conrado, lamentam a falta de energia e relatam que não há
autoridades que se responsabilizem pelo problema. "Para nós o que
interessa agora é o milagre e não o santo", afirmou a moradora. O
morador José, que participou do protesto, afirmou a um portal local que o
bairro só tem energia por conta de gambiarras feitas pelos moradores.

"90%
do bairro Alecrim é ligado em gambiarras, a energia é péssima, assistir
TV é luxo", denuncia o morador. Segundo ele, vários outros bairros do
município devem preparar mobilizações para sensibilizar as autoridades
para a situação.

Prefeitura
O
prefeito do município, Valdemir Alves da Silva (PT), afirmou ao
Cidadeverde.com que a situação do bairro é realmente crítica. Fundado há
16 anos, as famílias convivem com o escuro a espera de uma solução. "As
pessoas tem mesmo que se manifestar, ninguém nunca conseguiu colocar
energia para essas famílias. Eu mesmo já fui várias vezes na Eletrobras e
somos mal recebidos. Como prefeito, eu já senti isso lá", enfatizou o
gestor.

O
prefeito denuncia que mesmo nos bairros que possuem energia elétrica, o
serviço não é regular. "Aqui as famílias não conseguem nem assistir
televisão, a energia que deveria ser de 220 kw, só vem 160 kw. O serviço
prestado pela Eletrobras é péssimo", denuncia o gestor.

A
atual gestão assumiu uma dívida de R$ 345 mil com a Eletrobras de
governos anteriores, e segundo o prefeito, esse dinheiro poderia ser
aplicado em soluções para o caos na energia. Valdemir, afirma que dia 20
haverá uma audiência com a empresa para negociar o pagamento e tentar
mais uma vez solucionar o problema. "É inadmissível que em pleno século
21 a gente ainda veja famílias no escuro", concluiu Valdemir.

Rayldo Pereira






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