Um ataque terrorista suicida neste domingo, 22/09, em frente a uma
igreja cristã no Paquistão resultou na morte de 81 fiéis e ferimentos
graves em outros 130 até o momento.
Dois terroristas acionaram as bombas amarradas ao corpo por volta do
meio dia, horário local, horário em que a celebração matutina estava
sendo encerrada.
Autoridades de Peshawar, localidade onde houve o atentado, afirmam
que nenhum grupo ativista reivindicou a autoria do ataque. A região é
conhecida como alvo de diversas ações extremistas de grupos muçulmanos
talibãs.
A imprensa internacional tem relatado o caso como um dos ataques mais
graves e mortíferos cometidos contra cristãos no Paquistão, que é
majoritariamente muçulmano, enquanto cristãos somam apenas 2%.
“A maioria dos feridos está em situação crítica”, afirmou Sahibzada
Annes, porta-voz da prefeitura de Peshawar. “Estamos em um local que é
alvo potencial para os terroristas; foram tomadas medidas especiais para
proteger estas igrejas. Ainda estamos na fase de socorros, mas quando
terminar investigaremos para saber o que falhou”, acrescentou.
O ataque é considero o pior da história contra os cristãos do
Paquistão e tem gerado protestos da comunidade contra o governo
acusando-o de nada fazer para evitar e responder a essas tragédias.
Nesta segunda-feira centenas de cristãos fecharam ruas de diversas
cidades paquistanesas pedindo justiça, proteção e menos violência.
A Judullah, braço paquistanês do Talibã, assumiu a autoria do
atentado e avisou que “todos os não-muçulmanos no Paquistão são nossos
alvos” e exigiu o fim da utilização de drones americanos no espaço aéreo
paquistanês, segundo a Associated Press.
Em pronunciamento oficial após o atentado, o Papa Francisco afirmou
que “hoje no Paquistão, por uma opção equivocada de ódio e guerra, foi
cometido um atentado (…) mas esse não é o caminho, é preciso encontrar o
caminho para construir a paz e um mundo melhor”, disse ele.
Por Tiago Chagas e Renato Cavallera, para o Gospel+

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