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domingo, 18 de agosto de 2013

Moradores de Boqueirão acendem velas na rua em protesto por energia

Os moradores do bairro Vista Alegre, em Boqueirão do Piauí, 126 km de Teresina, acenderam centenas de velas nas casas e nas principais ruas do município, em protesto contra a Eletrobras Piauí. A manifestação inusitada, foi uma forma de chamar atenção das autoridades para a situação do bairro que já tem 16 anos, fica no Centro do município e ainda não possui energia elétrica. 

Fotos: Ivan Santos/ Campo Maior em Foco

Moradores como Ana Conrado, lamentam a falta de energia e relatam que não há autoridades que se responsabilizem pelo problema. "Para nós o que interessa agora é o milagre e não o santo", afirmou a moradora. O morador José, que participou do protesto, afirmou a um portal local que o bairro só tem energia por conta de gambiarras feitas pelos moradores. 


"90% do bairro Alecrim é ligado em gambiarras, a energia é péssima, assistir TV é luxo", denuncia o morador. Segundo ele, vários outros bairros do município devem preparar mobilizações para sensibilizar as autoridades para a situação.


Prefeitura

O prefeito do município, Valdemir Alves da Silva (PT), afirmou ao Cidadeverde.com que a situação do bairro é realmente crítica. Fundado há 16 anos, as famílias convivem com o escuro a espera de uma solução. "As pessoas tem mesmo que se manifestar, ninguém nunca conseguiu colocar energia para essas famílias. Eu mesmo já fui várias vezes na Eletrobras e somos mal recebidos. Como prefeito, eu já senti isso lá", enfatizou o gestor.


O prefeito denuncia que mesmo nos bairros que possuem energia elétrica, o serviço não é regular. "Aqui as famílias não conseguem nem assistir televisão, a energia que deveria ser de 220 kw, só vem 160 kw. O serviço prestado pela Eletrobras é péssimo", denuncia o gestor.


A atual gestão assumiu uma dívida de R$ 345 mil com a Eletrobras de governos anteriores, e segundo o prefeito, esse dinheiro poderia ser aplicado em soluções para o caos na energia. Valdemir, afirma que dia 20 haverá uma audiência com a empresa para negociar o pagamento e tentar mais uma vez solucionar o problema. "É inadmissível que em pleno século 21 a gente ainda veja famílias no escuro", concluiu Valdemir.


Rayldo Pereira

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