O programa ‘Fantástico’, da Rede Globo de Televisão, exibiu
reportagem ontem à noite retratando duas cidades do Maranhão – Fernando
Falcão e Marajá do Sena – detentoras dos piores IDHs do Brasil e que,
também, padecem com suspeita de corrupção.
De acordo com a matéria
do ‘Fantástico’ Fernando Falcão e Marajá do Sena estão entre os piores
lugares pra se viver no Brasil. E sabe o que eles têm em comum, além da
pobreza? Suspeitas de corrupção!
O
Brasil do atraso vive no isolamento da Floresta Amazônica. De acordo
com o estudo divulgado segunda-feira passada pelo programa das Nações
Unidas para o desenvolvimento, Fernando Falcão, no Maranhão detém o
segundo pior IDH do Brasil.
O Índice de Desenvolvimento Humano leva em conta a renda, a educação e expectativa de vida dos moradores.
“Quanto
mais pobre o lugar, piores são as condições de controle e maior é a
chance de você ter corrupção”, disse o diretor da Transparência Brasil,
Cláudio Weber Abramo. O Fantástico apurou que em melgaço – e nas outras 9
cidades com os piores Idhs – há denúncias de desvio ou mau uso do
dinheiro público.
“As consequências da corrupção são mais graves
para os mais pobres, porque quem tem menos dinheiro precisa mais daquele
pouco que tem”, destaca o diretor.
A reportagem do ‘Fantástico’
mostrou como estão as investigações nos outros quatro municípios mais
carentes do país. Começando por Fernando Falcão, no Maranhão: o segundo
pior IDH do Brasil.
A estrada de terra – rodeada de lixo – é o
único acesso a Fernando Falcão, que tem cerca de 9000 habitantes.
Francilene tem duas filhas e ganha, em média, 30 reais por mês. “Tem dia
que a gente passa como Deus quiser”, relata.
Em 2000, o Governo
Federal mandou R$ 583 mil para um programa de geração de renda, que
poderia ajudar pessoas como Franciele. Até hoje, o Ministério Público
Federal quer saber o que foi feito com o dinheiro. Na época, o prefeito
era Zeferino Almeida. “Nada foi comprovado que eu corrompi esse
dinheiro. Saí pobre da prefeitura”, afirma.
A cidade com o quarto
pior IDH do Brasil também fica no Maranhão. É Marajá do Sena, cerca de 8
mil habitantes. Luís Abreu foi prefeito entre 1997 e 2004 e tem duas
condenações por irregularidades no uso do dinheiro público. Ele ainda
responde a cinco processos na Justiça Federal.
Um deles envolve um
convênio, de 1998, com o Governo Federal para a implantação de um
sistema de abastecimento de água potável na cidade. O Ministério Público
Federal investiga onde foi parar a verba, de R$ 75 mil. “Nunca desviei
recurso e até hoje estou por aqui de cabeça erguida”, conta o
ex-prefeito. Marajá do Sena tem a renda mais baixa do país. Cada morador
ganha, em média, R$ 96 por mês.
Na comunidade, por exemplo, falta
saneamento básico. Também não há posto de saúde por lá, e água
encanada, não tem. Cada morador precisa cavar o seu próprio poço nos
fundos de casa. “Ainda trabalho na roça e tudo, e o rojão é esse. Tem
que fazer força”, disse a lavradora Maria das Neves Magalhães.
“A
corrupção diminuirá quando houver menos pobreza”, destaca o diretor da
Transparência Brasil.O desenvolvimento traz uma necessidade maior de
haver eficiência no gasto público.

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